O Xbox da próxima geração

by: Luccas

Será ainda este ano que o Xbox 360 ultrapassará o tempo de vida do Xbox original. Sendo verdade que o console está no auge da sua vida, também é verdade que é nessa altura que, atempadamente, se deve preparar a sucessão, e esta está certamente a ser preparada algures em Redmond. São cada vez mais vulgares rumores e informações sobre o novo console, uma nova geração. Este artigo faz uma abordagem liberal a esse rumores, a essas informações, e tenta traçar um cenário sobre aquilo que poderemos ter na próxima geração…

Xbox 720, Xbox 3, Xbox Future, Xbox Next?

Eu gosto de Xbox Next. Não se sabe quando, nem como, mas é certo que virá. Depois da Xbox original ter durado apenas quatro anos no mercado, marca que a 360 cumprirá este ano, foram vendidas quase 25 milhões de unidades… olhando agora para trás, até nem foi mau de todo. Mas em casa de Bill Gates, quando se entra é para ganhar, e a geração de 128 bits já ia a meio quando a Xbox chegou ao mercado. A decisão de “largar” a Xbox quando chegou a 360 não foi fácil, mas foi necessária. Tentar migrar esses consumidores, na sua maioria satisfeitos, para a nova geração era uma base de arranque sólida e a aposta vingou. Chegar em primeiro lugar e inaugurar a nova geração foi uma aposta arriscada, uma manobra que foi essencial no sucesso da console.

xboxas

Para quem?

Qual será o público-alvo do novo Xbox? A Nintendo descobriu claramente um novo mercado. Muito maior que alguém teria antecipado e isso por si só deu uma vantagem enorme ào Wii. Mas será que a Microsoft alguma vez tentou que a 360 atingisse essa fatia de mercado? Não creio, acima de tudo porque o menosprezou. Claro que qualquer consola quereria estar na pele da Wii, mas agora os dados estão lançados e os públicos não se misturam, são alvos diferentes. Quem joga Gears of War não vai deixar o console de lado para jogar Wii Sports. O novo Xbox tentará claramente abrir o raio de ação e tentar atingir essa fatia de mercado cada vez maior, mas não irá certamente desviar o centro das atenções do público atual, fiel e comprador de jogos e serviços. As vendas de consolas são muito importantes para os fabricantes, acima de tudo porque criam consumidores de jogos, e é aí que está o negócio, é nos jogos que estão os lucros. As consolas são vendidas muitas vezes abaixo do preço de custo, e se os jogos e serviços não saírem, então não há sucesso. Mas há um risco enorme de tentar almejar os dois mercados. Microsoft e Nintendo dispararam para alvos diferentes e estão a colher esses frutos. A Sony apontou ao meio e tarda em conseguir os resultados esperados, que ensinamentos esta estratégia da Sony trará à nova geração de consolas?

Quando?

Essa é a pergunta mais pertinente que nos surge. Como Peter Moore uma vez disse, “a sétima geração iniciou-se no dia em que a 360 chegou às lojas.” Nesse mesmo dia, a Microsoft começou a desenhar a sucessora da 360. Mas o timing de chegada depende de muitas coisas, uma delas é o momento do 360. No momento atual, a Microsoft está claramente a adiar a passagem de geração, em oposição clara a 2005, agora a Xbox está a vender mais hardware, mais software e com o Live a gerar lucros inimagináveis. Isso justifica uma declaração recente da Microsoft em que a 360 sairia de cena um dia depois da PS3, a posição é muito mais confortável agora. Mas acho que a Microsoft não vai perder a oportunidade de ser pioneira na “oitava geração” de consolas, até a história de sucesso da 360 ajuda nessa decisão. Quando afinal? 2011, Natal de 2011!

Como será?

Por fora, não vale a pena especular. Muito se especulou com o 360 e tudo falhou. Mas podemos ter uma ideia de como será por dentro.

Armazenamento: Uma das perguntas mais difíceis é saber se terá suporte óptico. Bill Gates, em 2005, veio afirmar que na sua opinião a 360 não deveria ter suporte óptico, na altura teria sido precipitado, especialmente com os 20GB de disco disponíveis. Mas em 2011 como será? O Tera está a substituir o Giga rapidamente como unidade, e os preços descem na proporção inversa da qualidade e capacidade dos discos. Aliado a isso, temos o crescimento da largura de banda de Internet a nível global. O serviço OnLive piscou o olho ao futuro, não acredito que seja viável hoje, mas talvez o seja a breve trecho. A aposta clara da Microsoft na distribuição digital de filmes e de jogos através do Live, poderá ser levada ao extremo na próxima geração. Outro ponto a ter em conta é a derrota óbvia da Microsoft contra a pirataria nas duas consolas, mas se perdeu essa batalha, os conteúdos descarregáveis continuam “virgens” e essa segurança pode ser mais uma razão para dispensar o suporte óptico. A abertura recente da venda desses conteúdos às lojas de retalho, com a Amazon.com a vender conteúdos Live Arcade é mais um passo nesse sentido. Poderemos contar com disco de 4, ou 5 ou mais TB de capacidade, mas suporte óptico? Um dos fatores que suporta a presença da drive óptica é a retro-compatibilidade. A possibilidade de poder jogar o catálogo do Xbox e acima de tudo do 360, joga a favor dessa drive, e com o Blu-ray a ser o suporte padrão para filmes, também joga a favor desse suporte, mas jogos? Esses serão, sem dúvida, e cada vez mais, sem suporte físico.

CPU: Do Xbox para o 360, a velocidade do processador mais que quadruplicou. Mas esse salto será impossível para esta geração, que significaria um processador a correr a 12 GHz. Desde 2003 que as velocidades têm subido lentamente, portanto não acredito que em 2011 se possa dispor de um processador acima dos 4.5 a 5.0 GHz. O segredo está nos núcleos! Uma das grandes vantagens arquiteturais do 360 é o seu processador, construído de propósito, com três Cores, o Xenon. Com a chegada ao mercado do Core i7, os oito núcleos tornaram-se uma realidade e mais portas se abrirão no futuro. Quais serão as possibilidades em 2011? 12, 16, ou mais núcleos poderão motorizar o Xbox Next. O Xenon tem 1 Teraflop de Floating-Point Performance, é expectável que este factor seja multiplicado por 10 ou mais. Este é um dos pontos fulcrais de um console e um dos factores que tanto agrada ao produtores de jogos no 360.

GPU: Aqui aplica-se também a mesma teoria do CPU. Não é importante só a velocidade de processamento, mas também a quantidade de Cores disponíveis. Mas acima de tudo, o 360 veio mostrar que a harmonia, a capacidade e a velocidade de diálogo entre o CPU e o GPU são vitais quando se trata de um console de jogos. Mas há outras possibilidades, AMD, Intel e até a Nvidia tem projectos de processadores com CPU e GPU integrados no mesmo chip. Poderá a nova geração de consoles estender a passadeira vermelha à estreia dessa integração? Mas teremos de ouvir a IBM para saber o que eles pensam, afinal os três consoles da geração atual são municiadas por processadores IBM… Em relação ao desempenho, a 360 produz 500 milhões de polígonos por segundo, mais de cinco vezes o que a Xbox original fazia. Também aqui é de esperar esses números multiplicados por cinco ou mais. Se em termos de resolução, a evolução foi dos 1080i do Xbox para os 1080p do 360, não é de esperar grandes mudanças para a nova geração. 1920×1080@60fps será sem dúvida o padrão dos próximos anos. A diferença estará na qualidade e no realismo dos gráficos.

Memória: A memória é o componente que mais varia de preço com o tempo, e os consoles não podem navegar ao sabor dessas mudanças. E nesse campo, os consoles são mais conservadores que os PC’s e não necessitam de tanta memória. O 360 tem 512 MB, o que seria impensável num PC atual. Mas aqui a velocidade de acesso à memória é mais importante que a memória em si. Esperemos que o “Xbox Next” tenha entre 8 a 12 GB de memória interna, memória essa que tal como na 360, deverá ser gerida em partilha pelo CPU e o GPU, ou por um processador misto.

Controles: O Wii revolucionou tudo, numa aposta arriscada de vida ou de morte. Mas quem não arrisca, não petisca e a Nintendo venceu essa batalha. No campo oposto, o 360 agarrou no brilhante comando do Xbox e tornou-o ainda melhor. Ergonomicamente é exemplar, todos os botões, gatilhos e analógicos estão no local certo e feitos da maneira correta. O D-Pad é medíocre, mas acho que a Microsoft não o concebeu tendo em conta que fosse usado como primeira escolha no comando direcional, como é usado em Beat’em Ups e jogos de Desporto, esse é um ponto a melhorar. Tendo estes dois factores em conta, acho que o próximo comando será a evolução natural deste, sendo que um sensor de movimentos “enxertado” à pressa estará fora dos planos da Microsoft. Mas esta não vai querer perder o momentum e o sucesso que o Wii despertou. Será um comando individual ou a aposta seguirá no sentido de uma câmara com reconhecimento de gestos aproveitando a tecnologia da ZCam que adquiriu com a compra da 3DV? Uma das apostas falhadas desta geração foram as câmaras, a Wii prescindiu e tanto a 360 como a PS3 não exploraram as suas ofertas, como será na próxima geração? Outro campo a explorar é o Microfone, o reconhecimento de voz e os comandos de voz deverão ter na próxima geração um fator importantíssimo e somarão mais um vector à jogabilidade.

Jogos: Estes aproveitarão tudo aquilo que descrevi atrás. Gráficos cada vez mais realistas, possibilidades sonoras reais trarão uma imersão nunca antes vista aos jogos. Câmaras com reconhecimento gestual e comandos de voz colocarão o jogador dentro da ação. A experiência de jogo será cada vez mais próxima da realidade e o foto-realismo será um standard que fará diferenciar um filme de um jogo cada vez mais difícil. Um dos bastiões que a 360 ajudou a solidificar foi o modo cooperativo. Se a Xbox massificou a jogabilidade online, competitiva, a 360 veio solidificar os modos cooperativos. Na próxima geração isso será explorado e integrado cada vez mais nos jogos, tornando estes numa experiência global cada vez menos solitária.

Conectividade: A 360 enveredou pela dispensa do uso de fios, mas não totalmente. Muito criticada foi a opção da não inclusão de raiz de Wi-Fi, mas a contenção do preço final obrigou a certos sacrifícios, este foi um deles. Em oposição ao uso de Bluetooth da PS3, o sistema sem fios da 360 é proprietário, e altamente eficiente, não há razões para descurar esse sucesso. Portanto, é de prever que a “Xbox Next” tenha o mesmo sistema de comunicação sem fios e Wi-Fi de raiz, nos parâmetros disponíveis à data de lançamento. Porta HDMI continuará por vários anos a ser o padrão, portanto aí deve haver poucas mudanças, tal como a porta de infravermelhos, as portas USB e a porta Ethernet deverão ser herdadas do 360.

Por enquanto estamos a especular, a somar rumores e a analisar declarações, mas se o ano de 2011 for realmente o ano de chegada, algures em 2010 haverá dados concretos e daqui a um ano poderemos aferir a exatidão, ou não, destas previsões. Um ponto onde a Microsoft não vai querer falhar novamente é na fiabilidade, esse é o calcanhar de Aquiles da 360, e é algo onde a “Xbox Next” terá de se destacar.

Resumindo, poderemos contar com:
GPU: 16 a 32 Cores a 5.0 GHz (10 a 15 Teraflops)
GPU: 16 a 32 Cores a 2.0 GHz (2 a 4 Milhões de polígonos)
Memória: 8 a 12 GB
Disco: 4 a 8 TB
Drive: Blu-ray
Conectividade: Wi-Fi, USB, HDMI, IR, Câmara e Headset de raiz.

Fonte: Xboxteamportugal

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2 Responses to “O Xbox da próxima geração”


  1. 1 Carlos Cambará 24/04/2009 às 19:02

    No aguardo do Xbox 720 … será animal …

    tomara que venha com Blue Ray

  2. 2 Luccas Medeiros 25/04/2009 às 11:30

    Contanto que nao tenha 3rl ta bom!! =P


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